Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA (IMPETRADO), 1. SAULO DE TARSO DE ARAUJO PEREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- SAULO DE TARSO DE ARAUJO PEREIRA (OAB 6639/PB)
HC 1125003/PB (2026/0364083-6)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:SAULO DE TARSO DE ARAUJO PEREIRAADVOGADO:SAULO DE TARSO DE ARAUJO PEREIRA - PB006639IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBAPACIENTE:EDMILSON SILVA DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DA PARAIBA - PGJ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de E. S. de O. contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (Revisão Criminal n. 0816688-39.2025.8.15.0000).
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeiro grau de jurisdição, à pena de 28 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 217-A c/c o 226, inciso II, do Código Penal, em duas séries contínuas (e-STJ fls. 17/24).
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, o qual foi desprovido (e-STJ fls. 27/32).
Após o trânsito em julgado da condenação, a defesa ajuizou revisão criminal no Tribunal a quo, a qual foi julgada improcedente (e-STJ flfs. 6/11), em acórdão assim ementado:
REVISÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL (ART. 217-A DO CP) EM CONTINUIDADE DELITIVA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DA CONTINUIDADE DELITIVA ESPECÍFICA (ART. 71, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP) E DE REDIMENSIONAMENTO DA PENA-BASE. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE A TEXTO EXPRESSO DE LEI OU À EVIDÊNCIA DOS AUTOS (ART. 621, I, CPP). INOCORRÊNCIA. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO. CONHECIMENTO E IMPROCEDENCIA DO PEDIDO REVISIONAL.
- De acordo com a jurisprudência do STJ, é cabível a correção da dosimetria da pena em sede de revisão criminal.
- inexistindo contrariedade a texto expresso de /ei ou à evidência dos autos, e tendo a sentença observado os ditames legais na aplicação da pena. cuja dosimetria foi confirmada em sede Apelação CriminaI a manutenção da coisa julgada constitui medida impositiva.
- O pleito de alteração da fração de aumento da continuidade delitiva para 1/6 é insubsistente e incompatível com a gravidade dos crimes e com a natureza da conduta praticada contra a filha e a enteada, não havendo erro técnico a ser corrigido.
