Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. FLAVIO NEGRONE DA SILVA VIANNA (IMPETRANTE)
- Advogados
- KARLA MUNIKH MAGNONI GASPAR (OAB 165178/RJ), FLAVIO NEGRONE DA SILVA VIANNA (OAB 178288/RJ)
HC 1125302/RJ (2026/0366000-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:FLAVIO NEGRONE DA SILVA VIANNAADVOGADOS:KARLA MUNIKH MAGNONI GASPAR - RJ165178FLAVIO NEGRONE DA SILVA VIANNA - RJ178288IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:MATEUS DOS SANTOS DA ROCHACORRÉU:ARLAN PACHECO PAULOCORRÉU:PEDRO PAULO MORAIS BARBOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MATEUS DOS SANTOS DA ROCHA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0053760-48.2026.8.19.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente decorrente da suposta prática dos delitos capitulados no art. 157, § 2º, II, e § 2º-A, I, do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustentam as impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no art. 312 do CPP, afirmando inexistir demonstração concreta do perigo gerado pelo estado de liberdade do paciente e que a segregação se ampara em fundamentos genéricos.
Alegam que não há indícios suficientes de autoria independentes e autônomos, pois o principal elemento de identificação é juridicamente questionável e não foram individualizados outros elementos materiais que vinculem o paciente ao fato, como apreensão de bens subtraídos, imagens, dados técnicos ou prova documental independente.
Argumentam que é nulo o reconhecimento fotográfico realizado mediante mosaico, por contrariar os parâmetros estabelecidos no art. 226 do CPP, sendo inválido para sustentar indícios de autoria, inclusive para fins de prisão preventiva, reforçando que o procedimento não observou as garantias legais e não pode servir de lastro à medida cautelar.
Defendem que as medidas cautelares alternativas à prisão se revelam adequadas e suficientes para o caso concreto.
