Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVA (OAB 103643/RJ)
HC 1037655/RJ (2025/0366638-0)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVAADVOGADO:LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVA (EM CAUSA PRÓPRIA) - RJ103643IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de LUIZ HENRIQUE SANTOS DA SILVA apontado como autoridade coatora Desembargador no exercício na Segunda Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Consta nos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, pelo Juízo de Direito do 10º Juizado Especial Criminal Regional de Leopoldina/RJ, nos autos da Ação Penal n. 0029927-26.2021.8.19.0210, à pena de 3 meses de detenção, em regime inicial aberto, sendo a pena privativa de liberdade substituída por sanção pecuniária tendo em vista a prática do delito descrito no art. 129, caput, do Código Penal (e-STJ, fls. 54-57).
A defesa interpôs apelação ao Tribunal de origem, que negou provimento ao recurso, porém ajustou a pena pecuniária em 10 dias-multa (e-STJ, fls. 77-82).
Insatisfeita, a defesa interpôs recursos especial e extraordinário, os quais foram inadmitidos (e-STJ, fls. 114-118). Interpostos os respectivos agravos, não foram conhecidos (e-STJ, fls. 114-118). Opostos aclaratórios, foram rejeitados (e-STJ, fls. 140-150).
Na presente impetração, a defesa alega constrangimento ilegal, sob o argumento de que a condenação estaria fundada em elementos não constantes da denúncia.
Aponta a ocorrência de valoração seletiva da prova.
Sustenta que houve tratamento privilegiado do depoimento da esposa da vítima em detrimento do depoimento da esposa do paciente, sem que houvesse justificação para tanto.
Defende a aplicação do princípio in dubio pro reo.
Afirma que a decisão da Segunda Vice-Presidência, ao indeferir os embargos e recusar o encaminhamento das questões constitucionais apresentadas - sob o argumento de que não houve omissão apta a justificar tal medida - acabou por obstruir a análise substancial de normas constitucionais pertinentes ao caso. Alega que essa postura configura negativa de prestação jurisdicional, especialmente no que diz respeito à possibilidade de se realizar o controle de constitucionalidade da condenação imposta.
