Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. CLESIO MEDEIROS JUNIOR (IMPETRANTE)
- Advogado
- CLESIO MEDEIROS JUNIOR (OAB 316100/SP)
HC 1126649/SP (2026/0374869-7)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:CLESIO MEDEIROS JUNIORADVOGADO:CLESIO MEDEIROS JUNIOR - SP316100IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GUSTAVO CARDOSO CORREAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de GUSTAVO CARDOSO CORREA, contra decisão liminar proferida pela autoridade coatora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (n. 2215257-42.2026.8.26.0000).
Consta dos autos que o MM. Juiz de Direito da Vara Única do Foro de Nova Granada deferiu a aplicação de medidas protetivas de urgência, aplicadas ao paciente em favor de seu filho menor, com fundamento no artigo 16 da Lei n. 14.344/2022 ("Lei Henry Borel") (e-STJ fl. 128/130).
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus na origem, o qual teve o pedido liminar indeferido (e-STJ fls. 2/14).
Na presente oportunidade, alega a defesa, de início, a necessidade do afastamento da Súmula 691/STF no caso.
Aponta que o paciente é pessoa íntegra, possui atividade lícita, sem qualquer antecedente criminal ou mácula que o desabone, afirmando que o paciente não apresenta nenhum risco e foi vítima de falsa acusação em razão do inconformismo materno com o término da relação e seu novo namoro.
Sustenta que a autoridade coatora incorreu em manifesto equívoco jurídico ao manter medidas cautelares de natureza criminal em desfavor de um genitor contra o qual o próprio inquérito policial restou arquivado por falta de justa causa e cuja perícia oficial atestou ausência de risco paterno, criando óbice instransponível à sua liberdade de ir e vir e ao próprio desenvolvimento psicológico da criança (e-STJ fl. 7).
Aduz, ainda, que configura coação ilegal a manutenção das proibições de aproximação.
Afirma que o laudo psicológico afastou a existência de perigo na convivência paterna, apontou a existência de contaminação discursiva e alienação parental no lar materno, recomendando a reaproximação gradual assistida entre pai e filho.
