Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DIEGO DE OLIVEIRA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DIEGO DE OLIVEIRA SILVA (OAB 64391/DF)
HC 1126763/MG (2026/0375578-9)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:DIEGO DE OLIVEIRA SILVAADVOGADO:DIEGO DE OLIVEIRA SILVA - DF064391IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LIVIA SOUZA CORREACORRÉU:JONATAS EDLEOMAR FAGUINE FERREIRA DE PAULAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de LÍVIA SOUZA CORREA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS no julgamento do HC n. 1.0000.26.473124-1/000.
Extrai-se dos autos que a paciente foi presa temporariamente em 10/6/2026, posteriormente convertida em prisão preventiva, e restou denunciada pela suposta prática do crime tipificado no art. 121, § 2º, I e IV, c/c os arts. 14, II, e 29, todos do Código Penal – CP.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 27):
“HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO – ANÁLISE DA AUTORIA DELITIVA – VIA IMPRÓPRIA – PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA – PRESENÇA DOS FUNDAMENTOS E PRESSUPOSTOS DA PREVENTIVA – APLICAÇÃO DE CAUTELARES SUBSTITUTIVAS – INADEQUABILIDADE – CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS – INSUFICIÊNCIA PARA OBSTAR A CONSTRIÇÃO CAUTELAR. 1. A questão acerca da análise da autoria delitiva diz respeito ao cerne da lide penal, inviável de ser aprofundada nos estreitos limites da ação de habeas corpus, notadamente quando presentes, de maneira concreta, indícios de autoria e materialidade delitivas. 2. Não acarreta constrangimento ilegal a decisão judicial que decreta o acautelamento preventivo, na medida em que lastreada em elementos concretos dos autos e nos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, porquanto a cautelar se afigura necessária ao resguardo da ordem pública, tendo em vista a gravidade concreta do evento delituoso atribuído à paciente, bem como o risco à instrução processual. 3. O crime de homicídio qualificado tentado, por cuja suposta autoria a paciente foi presa, encontra em seu preceito secundário pena máxima privativa de liberdade superior a quatro anos, atendendo ao comando normativo contido no inciso I do do Código de Processo Penal. 4. Presentes os pressupostos e aferida a necessidade da prisão preventiva, inviável a fixação de medidas cautelares diversas. 5. Condições pessoais favoráveis, por si só, não são suficiente para inibir a custódia cautelar, uma vez demonstrada a necessidade de sua manutenção.”
