Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. KAIO GABRIEL PEREIRA GOMES (IMPETRANTE)
- Advogado
- KAIO GABRIEL PEREIRA GOMES (OAB 24463/MT)
HC 1126886/MT (2026/0376571-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:KAIO GABRIEL PEREIRA GOMESADVOGADO:KAIO GABRIEL PEREIRA GOMES - MT024463OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:WELLITON GABRIEL GOUVEIA ARAUJOPACIENTE:KEVINTON BERLOFA GARCIA GODOIINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de WELLITON GABRIEL GOUVEIA ARAUJO e KEVINTON BERLOFA GARCIA GODOI em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1040532-11.2026.8.11.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva dos pacientes, decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão preventiva foi decretada sem requerimento específico de qualquer dos legitimados do art. 311 do CPP, caracterizando atuação judicial de ofício em violação ao sistema acusatório e aos arts. 3º-A, 282 e 311 do CPP.
Alega que a segregação processual encontra-se despida de fundamentação idônea, pois não há demonstração concreta e individualizada da indispensabilidade da prisão cautelar.
Discorre que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Aduz que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do CPP.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
2. Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
