Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. EDUARDO VELITH DA SILVA RIBEIRO (IMPETRANTE)
- Advogados
- EDUARDO VELITH DA SILVA RIBEIRO (OAB 145982/RJ), FELIPE ZAZARI GALZERANO (OAB 238887/RJ)
HC 1126938/RJ (2026/0376954-0)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:EDUARDO VELITH DA SILVA RIBEIROADVOGADOS:EDUARDO VELITH DA SILVA RIBEIRO - RJ145982FELIPE ZAZARI GALZERANO - RJ238887IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:PIETRO RAYMUNDO DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de PIETRO RAYMUNDO DA SILVA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, nos autos do HC n. 0037526-88.2026.8.19.0000.
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 213, c/c o art. 226, II, e 218-C, § 1º, todos do Código Penal, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Preso em flagrante em 15 de setembro de 2025, teve ele a custódia convertida em prisão preventiva durante a audiência realizada no dia seguinte.
No curso da ação penal, a Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao julgar o HC n. 0092003-95.2025.8.19.0000, reconheceu o excesso de prazo na formação da culpa e concedeu liberdade ao acusado.
Após a soltura, a vítima, E. B. M. A. M. formulou representação, na qual noticiou o descumprimento da proibição de contato.
À vista dessa comunicação, o Magistrado de origem decretou novamente a prisão preventiva, com fundamento nos arts. 312 e 313, III, do Código de Processo Penal, e 20 e 42 da Lei n. 11.340/2006.
O pedido de revogação apresentado pela defesa foi indeferido.
No Superior Tribunal de Justiça, a defesa sustenta que o alegado descumprimento da medida cautelar não foi devidamente comprovado, mesmo após o decurso de vários meses desde a sua comunicação, o que evidenciaria a ausência de fundamento idôneo para o restabelecimento da custódia.
