Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DANIELA APARECIDA SOARES (IMPETRANTE), 2. JUIZ DE DIREITO DA 2A VARA JUDICIAL DE ITAPECIRICA DA SERRA - SP (IMPETRADO)
- Advogado
- DANIELA APARECIDA SOARES (OAB 269511/SP)
HC 1126942/SP (2026/0376982-9)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:DANIELA APARECIDA SOARESADVOGADO:DANIELA APARECIDA SOARES - SP269511IMPETRADO:JUIZ DE DIREITO DA 2A VARA JUDICIAL DE ITAPECIRICA DA SERRA - SPPACIENTE:AILTON JOSE DE OLIVEIRACORRÉU:DIRNEI DE JESUS RAMOSCORRÉU:ANTONIO FARIAS COSTACORRÉU:ANTONIO FARIA COSTACORRÉU:GILBERTO APARECIDO DOS SANTOSCORRÉU:VANDERLEI JOSÉ RAMOSCORRÉU:WANDERLEY JOSÉ RAMOSCORRÉU:CHARLES DOS REIS ARAUJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de AILTON JOSÉ OLIVEIRA em que se aponta como autoridade coatora o Juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra/SP.
Consta que o paciente foi condenado à pena de 21 (vinte e um) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime prisional fechado, e ao pagamento de 1.830 (um mil, oitocentos e trinta) dias-multa pelo cometimento dos crimes tipificados nos arts. 33, caput, e 35 da Lei n. 11.343/2006, 288, parágrafo único, do Código Penal e 14 e 16 da Lei n. 10.826/2003, tudo na forma do art. 69, caput, do mencionado código, tendo-lhe sido negado o direito de recorrer em liberdade (fls. 76-106).
A impetração dirige-se contra as condenações relativas às armas de fogo, afirmando inexistência de atribuição individualizada ao paciente de posse, porte, guarda, aquisição, transporte, ocultação ou domínio do armamento apreendido em local diverso.
A parte impetrante alega que a controvérsia é estritamente jurídica, circunscrita ao controle da subsunção dos fatos já delimitados à norma penal, sem necessidade de revolvimento aprofundado do conjunto fático-probatório.
Sustenta que, mantida a moldura fática, não há demonstração concreta e individualizada de que o paciente tenha estado no sítio/bunker, nem que tenha exercido posse direta ou indireta, guarda, domínio ou disponibilidade sobre qualquer arma ali apreendida, destacando que a peça policial o situa unicamente em reunião no Posto Formigão, enquanto o armamento foi localizado em outro local.
Ressalta, ainda, que não há prova de ingresso, permanência, chave ou acesso ao bunker, nem apreensão de arma em residência, veículo ou posse do paciente, tampouco aquisição, transporte, fornecimento, determinação de guarda, manipulação ou poder de disposição sobre o arsenal, inclusive por ausência de interceptação ou outro elemento individualizado que o vincule ao domínio do fato sobre as armas.
