Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. VANESSA AVELLAR FERNANDEZ (IMPETRANTE)
- Advogado
- VANESSA AVELLAR FERNANDEZ (OAB 466993/SP)
HC 1126961/SP (2026/0377130-2)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:VANESSA AVELLAR FERNANDEZADVOGADO:VANESSA AVELLAR FERNANDEZ - SP466993IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:IVAN DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de IVAN DA SILVA, contra ato praticado tanto pela 7ª CÂMARA DE DIREITO CRIMINAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO, quanto pelo JUÍZO DA 2ª VARA DE CRIMES PRATICADOS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.
Consta dos autos que o paciente foi preso temporariamente em razão da suposta prática do delito capitulado no art. 217-A do Código Penal, o que ensejou a impetração de habeas corpus perante o Tribunal de origem, cujo pedido de liminar foi indeferido em 19/05/2026.
Consta, ainda, que, posteriormente, em 18/06/2026, foi decretada a sua prisão preventiva.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não foram apresentados fundamentos concretos para a decretação de ambas as custódias cautelares.
Alega que a prisão temporária foi decretada e prorrogada sem demonstração da imprescindibilidade para a investigação, baseada apenas em versões conflitantes e referências genéricas a possíveis outras vítimas não identificadas nos autos, o que evidencia a ausência dos requisitos previstos na Lei n. 7.960/1989.
Discorre também que não estão presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, previstos no art. 312 do CPP.
Aduz que o paciente ostenta condições pessoais favoráveis, sendo primário, com residência fixa e trabalho, além de vínculos familiares.
Defende que são adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP e que não houve motivação específica para a sua não aplicação, em desatenção ao art. 282, § 6º, do CPP.
