Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (IMPETRADO), 1. RICHARD MARTINS SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- RICHARD MARTINS SILVA (OAB 9844/RO)
HC 1127118/RO (2026/0377861-4)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:RICHARD MARTINS SILVAADVOGADO:RICHARD MARTINS SILVA - RO009844IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIAPACIENTE:REJIANE LUCIANO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE RONDONIA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com pedido liminar, impetrado em favor de REJIANE LUCIANO DOS SANTOS contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia no julgamento do HC n. 0808046-48.2026.8.22.0000.
A paciente foi inicialmente denunciada pelo crime descrito no art. 136, § 3º e art. 140, § 3º, ambos do Código Penal. Os autos informam que, em 5 de março de 2021, a paciente, de forma consciente e voluntária, expôs a perigo a vida ou a saúde de sua filha, que contava com 11 anos de idade à época dos fatos, ao abusar dos meios de correção e disciplina. Além disso, a paciente teria, por reiteradas vezes, injuriado e ofendido a dignidade ou o decoro da vítima, por motivos de raça, cor e etnia.
O Ministério Público aditou a peça acusatória após a coleta do depoimento especial da vítima para incluir o crime previsto no art. 217-A do Código Penal. Segundo a nova peça acusatória, a vítima relatou que a paciente reiteradamente lhe proferia frases de cunho sexual e que a teria tocado, durante o banho, nas partes íntimas. Além disso, frequentemente a denunciada insistia para que a vítima lhe beijasse a boca, afirmando que tal conduta era “normal entre mãe e filha” (e-STJ, fls. 36-37).
Após o aditamento da denúncia, a defesa impetrou habeas corpus na origem, pleiteando a realização de novo depoimento especial da vítima, afirmando existirem fatos supervenientes aptos a alterar o contexto fático-probatório, mencionando a ocorrência de alienação parental e a existência de inquérito policial em que se apura condutas supostamente cometidas pelo genitor contra a vítima.
O Tribunal de origem denegou a ordem (e-STJ, fls. 13-19).
Neste habeas corpus, a defesa reafirma a existência de fatos supervenientes concretos que tornam possível a realização de nova oitiva da vítima, nos termos do , da . O impetrante afirma que, após o primeiro depoimento, a vítima apresentou nova versão sobre as acusações contra a mãe e afirmou ter sido influenciada pelo genitor. Além disso, houve a instauração de inquérito policial na qual a adolescente figura como vítima de violência cometida, supostamente, por seu genitor.
