Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. LUCAS BOTELHO GOMES FAVARO (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUCAS BOTELHO GOMES FAVARO (OAB 177202/MG)
HC 1127164/MG (2026/0378308-8)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:LUCAS BOTELHO GOMES FAVAROADVOGADO:LUCAS BOTELHO GOMES FAVARO - MG177202IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUCAS TOLEDO NONATOCORRÉU:WELLINGTON MESSIAS DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de LUCAS TOLEDO NONATO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 anos e 2 meses de reclusão e 15 dias de detenção, no regime inicial semiaberto para a pena de reclusão e no regime aberto para a pena de detenção, e de pagamento de 436 dias-multa, como incurso nas sanções dos arts. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, 16, § 1º, IV, da Lei n. 10.826/2003 e 330 do Código Penal.
O impetrante sustenta que, após a fase instrutória, houve arquivamento das imputações do art. 35 da Lei n. 11.343/2006 e dos arts. 180 e 329 do Código Penal, modificando premissas que sustentavam a custódia.
Afirma que a sentença reconheceu primariedade, bons antecedentes e a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, fixou regime inicial semiaberto e, ainda assim, manteve a prisão preventiva sem apontar risco atual.
Defende que as notícias de disputa territorial provinham de denúncias anônimas sem confirmação probatória, e que não se comprovou dedicação criminosa habitual ou integração em organização criminosa.
Entende que a manutenção da prisão confundiu o juízo de certeza da condenação com o periculum libertatis, exigindo fundamentação específica e contemporânea à luz do art. 387, § 1º, do CPP e dos arts. 312 e 315 do CPP.
Pondera que o acórdão da apelação adotou fundamentos da sentença por remissão, sem suprir a ausência de dado cautelar concreto e atual que justificasse a continuidade da medida extrema.
