Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. TALES ARGEMIRO DE AQUINO (IMPETRANTE)
- Advogados
- TALES ARGEMIRO DE AQUINO (OAB 310515/SP), MATHEUS BOSCOLO DE JESUS SOARES (OAB 525980/SP)
HC 1127337/SP (2026/0379552-5)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:TALES ARGEMIRO DE AQUINOADVOGADOS:TALES ARGEMIRO DE AQUINO - SP310515MATHEUS BOSCOLO DE JESUS SOARES - SP525980IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ESTEVAM SPESSOTTI DE OLIVEIRA BORGESCORRÉU:RAFAEL DA SILVA ARMINDOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ESTEVAM SPESSOTTI DE OLIVEIRA BORGES apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 0000334-32.2008.8.26.0106).
Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, como incurso nas sanções dos art. 157, § 2º, I e II, e 14, II, do Código Penal, à pena de 4 (quatro) anos, 1 (um) mês e 14 (quatorze) dias de reclusão, a ser cumprida no regime inical semiaberto, além de 10 dias-multa (e-STJ fls. 545/545; 546/547).
A apelação defensiva foi desprovida pelo Tribunal de origem, que acolheu o pleito ministerial para fixar o regime inicial fechado (e-STJ fls. 545).
Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa alega que o paciente sofre constrangimento ilegal decorrente da equivocada dosimetria da reprimenda que lhe foi aplicada.
Sustenta que, na terceira fase da dosimetria, foi aplicada a fração de 3/8 apenas em razão do número de majorantes (concurso de agentes e emprego de arma), sem fundamentação concreta.
Requer, desse modo, a aplicação do aumento mínimo de 1/3, com redimensionamento da pena para 4 anos de reclusão e 10 dias-multa, e a revisão do regime inicial, com restabelecimento do semiaberto (e-STJ fls. 5/6).
É o relatório.
Decido.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que não cabe a utilização de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio ou de revisão criminal, sob pena de desvirtuamento do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
