Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. ANDRE MARTINO DOLABELA CHAGAS (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANDRE MARTINO DOLABELA CHAGAS (OAB 197707/MG)
HC 1127510/MG (2026/0380449-0)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:ANDRE MARTINO DOLABELA CHAGASADVOGADO:ANDRE MARTINO DOLABELA CHAGAS - MG197707IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUIS GUSTAVO ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de LUÍS GUSTAVO ALVES em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 5 (cinco) anos, 7 (sete) meses e 15 (quinze) dias em regime semiaberto e de 562 (quinhentos e sessenta e dois) dias-multa, como incurso nas sanções do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
O impetrante sustenta que a negativa do direito de recorrer em liberdade foi inicialmente fundamentada na reincidência, posteriormente afastada nos embargos de declaração, e que a custódia foi mantida com novos motivos não constantes da sentença.
Alega que houve indevida substituição de motivação em desfavor do paciente, com apoio em relatórios de inteligência e procedimentos sem trânsito em julgado.
Assevera que a prisão preventiva em estabelecimento de regime fechado é incompatível com o regime inicial semiaberto fixado no acórdão da apelação.
Afirma que não há contemporaneidade dos fundamentos da cautelar, pois a prisão perdura desde 3/6/2025 sem demonstração de risco atual.
Defende que as medidas do art. 319 do Código de Processo Penal são suficientes e menos gravosas para o caso concreto.
Entende que há fumus boni iuris e periculum in mora, porque o paciente cumpre regime mais gravoso do que o estabelecido no título condenatório.
Informa que o órgão coator, ao julgar a apelação, não apreciou o pedido autônomo de revogação da prisão preventiva.
Relata que a competência desta Corte é atraída por se tratar de órgão fracionário de Tribunal de Justiça, sem risco de supressão de instância, e indica possível prevenção.
