Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- RECLAMAÇÃO
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (RECLAMADO), 1. MARCIO DO CARMO NOGUEIRA (RECLAMANTE)
- Advogados
- CHRISTIAN LUIZ THOMAZELLI DE REZENDE LUGON (OAB 11597/ES), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Rcl 52010/ES (2026/0381819-7)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECARECLAMANTE:MARCIO DO CARMO NOGUEIRAADVOGADO:CHRISTIAN LUIZ THOMAZELLI DE REZENDE LUGON - ES011597RECLAMADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOINTERESSADO:MARCOS AURELIO LOPESINTERESSADO:WAGNER QUERINO MUNIZADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada por MARCIO DO CARMO NOGUEIRA, com amparo no art. 105, inciso I, alínea f, da Constituição Federal e no art. 988, inciso I, do Código de Processo Civil, na qual se aponta usurpação da competência desta Corte Superior pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.
Consta dos autos que o reclamante foi condenado, nos autos da Apelação Criminal n. 0006016-31.2015.8.08.0006, como incurso no art. 2º, § 4º, inciso II, da Lei n. 12.850/2013 e nos arts. 299 e 317 do Código Penal. Interpostos, conjuntamente, recurso especial e recurso extraordinário, a Vice-Presidência do Tribunal de origem proferiu decisão de admissibilidade de conteúdo duplo: negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, por aplicação dos Temas n. 339 e n. 660 da repercussão geral do Supremo Tribunal Federal, e inadmitiu o recurso especial com amparo no art. 1.030, inciso V, do mesmo diploma, ao fundamento de incidência das Súmulas n. 7 e n. 83 do STJ.
Diante da natureza distinta de cada capítulo decisório, a defesa interpôs os recursos correspondentes: agravo interno (art. 1.021 do Código de Processo Civil), quanto ao capítulo relativo ao recurso extraordinário, a ser julgado pelo colegiado local, e agravo em recurso especial (art. 1.042 do Código de Processo Civil), quanto ao capítulo referente ao recurso especial, destinado ao exame desta Corte Superior.
Sustenta o reclamante que o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, ao julgar os recursos, não observou a distinção de regimes, convertendo o agravo do .042 do Código de Processo Civil em agravo interno e julgando-o conjuntamente com este, para negar-lhe provimento.
