Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. RAFAELA AGOSTINHO BENTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- RAFAELA AGOSTINHO BENTO (OAB 528357/SP)
HC 1040881/SP (2025/0385057-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RAFAELA AGOSTINHO BENTOADVOGADO:RAFAELA AGOSTINHO BENTO - SP528357IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:P R DOS AINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de P R DOS A em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2315203-21.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão temporária do paciente decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 217-A do Código Penal e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prorrogação da prisão temporária foi deferida sem a intimação prévia da defesa e com base em alegações genéricas, sem demonstração concreta de risco atual à investigação, configurando violação ao contraditório e à ampla defesa.
Alega que a segregação processual do paciente carece de fundamentação idônea, pois se apoia em suposições e circunstâncias periféricas, como a vizinhança com supostas vítimas e vínculos sociais, insuficientes para justificar a medida cautelar extrema.
Argumenta que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, e que não foram explicitados os motivos para a não aplicação dessas medidas em substituição à prisão.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão temporária do paciente. Subsidiariamente, requer a substituição por medidas cautelares diversas da prisão.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
