Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. MARCELO AUGUSTO RODRIGUES DE LEMOS (IMPETRANTE)
- Advogados
- MARCELO AUGUSTO RODRIGUES DE LEMOS (OAB 94933/RS), BRUNO CESAR SILVA SCHOLLES DA COSTA (OAB 91514/RS)
HC 1128524/RS (2026/0386798-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:MARCELO AUGUSTO RODRIGUES DE LEMOSADVOGADOS:MARCELO AUGUSTO RODRIGUES DE LEMOS - RS094933BRUNO CESAR SILVA SCHOLLES DA COSTA - RS091514IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:MATHEUS MIGUEL PORTINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
1. Trata-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MATHEUS MIGUEL PORT em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5277421-79.2026.8.21.7000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 217-A do Código Penal e arts. 240, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, tendo sido denunciado pelo art. 217-A do Código Penal.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo para a formação da culpa, visto que o paciente permanece preso sem a conclusão da instrução criminal, com audiência de instrução apenas designada e incidentes ainda pendentes na origem.
Alegam, subsidiariamente, a suficiência e adequação de medidas cautelares diversas da prisão para resguardar a ordem pública e a instrução criminal, como monitoramento eletrônico, comparecimento periódico em juízo e proibição de contato com supostas vítimas e testemunhas.
Requerem, liminarmente e no mérito, o relaxamento ou a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
2. Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
Aplica-se à hipótese o enunciado 691 da Súmula do STF:
