Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. GISELE APARECIDA DE GODOY (IMPETRANTE)
- Advogado
- GISELE APARECIDA DE GODOY (OAB 204296/SP)
HC 1041082/SP (2025/0387237-6)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:GISELE APARECIDA DE GODOYADVOGADO:GISELE APARECIDA DE GODOY - SP204296IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:DENISSON DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de D. DOS S. em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 3/7/2025, convertida a custódia em preventiva, e foi denunciado pela suposta prática da conduta descrita nos arts. 1º, I, a, c/c o art. 1º, § 4º, III, ambos da Lei n. 9.455/97, c/c o art. 29 do Código Penal; 157, caput e § 2º, II e V, do Código Penal; e 218-C, caput, c/c o § 1º e c/c o art. 29, ambos do Código Penal, todos em concurso material.
A impetrante alega que a decisão que manteve a custódia não observou os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal e carece de fundamentação concreta.
Afirma que o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito e que sua liberdade não compromete a ordem pública.
Relata que não tinha ciência prévia da empreitada criminosa e que estava apenas acompanhando as corrés, tendo permanecido por receio de sofrer agressões.
Aduz que a gravidade abstrata do fato não autoriza, por si, a prisão preventiva, exigindo elementos específicos, à luz do art. 5º, LVII, da Constituição Federal.
Pondera que a superlotação e a violência do sistema prisional impõem cautela na manutenção da prisão, sobretudo sendo o acusado primário.
Defende que não há risco à instrução, que o paciente coopera com a persecução e que não existem testemunhas vulneráveis a eventual coação.
Informa que não há perigo de fuga, pois o paciente tem residência fixa, ocupação lícita e vínculos familiares na comarca.
