Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ
HC 1041635/PA (2025/0388492-6)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁPACIENTE:WEMENSON SOUSA SILVAPACIENTE:WESLEILTON SOUSA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de WEMENSON SOUSA SILVA e WESLEILTON SOUSA SILVA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0821044-07.2025.8.14.0000.
Consta dos autos que os pacientes foram pronunciados pela suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 157, § 2º, II, V e VII; 213, caput, segunda parte; e 121, caput, c/c art. 14, II, todos do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a Defensoria Pública estadual a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo para a formação da culpa, já que os pacientes permanecem segregados desde 5.4.2024.
Alega que não há indícios suficientes de autoria e materialidade para a pronúncia quanto ao delito de tentativa de homicídio, pois a prova judicial é inexistente e os relatos são indiretos, sem crivo do contraditório, diante do óbito da vítima antes de ser ouvida.
Afirma que houve cerceamento de defesa pela nomeação de advogado dativo em detrimento da atuação da Defensoria Pública, o que viola o princípio do defensor natural e acarreta nulidade absoluta da audiência de instrução e dos atos dela decorrentes.
Argumenta que o juízo do Tribunal do Júri de Marabá é absolutamente incompetente para processar e julgar o crime doloso contra a vida, pois o fato teria ocorrido na zona rural do município de Itupiranga, impondo a remessa dos autos ao juízo local competente, com nulidade dos atos decisórios praticados.
Defende que inexiste conexão probatória entre os supostos crimes de roubo e estupro, ocorridos em Marabá, e a tentativa de homicídio, supostamente ocorrida horas depois em Itupiranga, o que impõe o desmembramento do feito.
