Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. CASSIA MARIA BARROS DOMINGOS (IMPETRANTE)
- Advogados
- RAFAEL ROZA DOS SANTOS (OAB 490525/SP), RITA DE CÁSSIA ALBINO (OAB 508883/SP), CASSIA MARIA BARROS DOMINGOS (OAB 527797/SP)
HC 1128999/SP (2026/0389762-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CASSIA MARIA BARROS DOMINGOSADVOGADOS:RAFAEL ROZA DOS SANTOS - SP490525CASSIA MARIA BARROS DOMINGOS - SP527797RITA DE CÁSSIA ALBINO - SP508883IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:RAFAEL MESSIAS DA SILVA PAIVA PINTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de RAFAEL MESSIAS DA SILVA PAIVA PINTO em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Apelação Criminal n. 1500175-41.2019.8.26.0102.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 8 (oito) anos e 4 (quatro) meses de reclusão em regime inicial fechado pela prática do delito capitulado no art. 213, § 1º, do Código Penal.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal porquanto a pena-base foi exasperada com a valoração negativa da circunstância judicial "culpabilidade" mediante fundamentação genérica, limitada ao fato de o paciente conhecer a vítima desde a infância e ter se valido de relação de confiança para se aproximar, sem demonstração concreta de excepcionalidade apta a justificar a negativação.
Alega que há vício autônomo na forma de quantificação da pena-base, pois o aumento de 1/4 (um quarto) foi aplicado de modo conjunto e indiferenciado às duas circunstâncias judicialmente reputadas desfavoráveis ("culpabilidade" e "consequências do crime"), sem individualização das frações atribuídas a cada vetorial, o que impede o controle de proporcionalidade e o recálculo devido caso uma delas seja afastada.
Requer, em suma, o afastamento integral da valoração negativa da "culpabilidade" na primeira fase da dosimetria, com redução da pena-base ao mínimo legal e refixação da pena. Caso assim não se entenda, postula a redução proporcional da fração aplicada na pena-base, expurgando-se o peso especificamente atribuído à "culpabilidade".
É o relatório.
