Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 1. JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE SEÇÃO CÍVEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA FORO REGIONAL DE ALMIRANTE TAMANDARÉ - PR (SUSCITANTE), 2. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CÍVEL DE LAGUNA - SC (SUSCITADO)
- Advogado
- SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
CC 216836/PR (2025/0391384-6)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIROSUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE SEÇÃO CÍVEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA FORO REGIONAL DE ALMIRANTE TAMANDARÉ - PRSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA CÍVEL DE LAGUNA - SCINTERESSADO:L D G DA SINTERESSADO:G D G DA SINTERESSADO:R D MINTERESSADO:D G DA SADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de conflito de competência estabelecido entre o JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE SEÇÃO CÍVEL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA - FORO REGIONAL DE ALMIRANTE TAMANDARÉ - PR (SUSCITANTE) e o JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DE LAGUNA - SC (SUSCITADO).
A questão, na origem, envolve pedido de averiguação de risco cumulado com aplicação de medida de proteção em favor de crianças.
A ação foi ajuizada perante o Juízo catarinense que declinou da competência, em razão da notícia de alteração de endereço da genitora e das crianças (e-STJ, fl. 14).
Recebidos os autos, o Juízo paranaense suscitou o conflito, por se tratar de endereço incerto e ignorado (e-STJ, fl. 15).
O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República, Dr. SADY D'ASSUMPÇÃO TORRES FILHO, manifestou-se pela declaração de competência do Juízo suscitado (e-STJ, fls. 22/28).
É o relatório.
DECIDO.
Com base no art. 105, I, d, da Constituição Federal, conheço do incidente instaurado entre juízes vinculados a tribunais diversos.
A controvérsia gira em torno de se definir qual o juízo competente para processar e julgar pedido de averiguação de situação de risco e aplicação de medidas protetivas em favor de crianças, ajuizado pelo Ministério Público (e-STJ, fls. 2/11).
A exordial noticia que as crianças estavam abrigadas e poderiam ter sido submetidas a maus-tratos pela genitora e seu companheiro (e-STJ, fl. 3).
