Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE DE BRASÍLIA - DF (SUSCITADO), 1. JUÍZO DE DIREITO DA 2A VARA CRIMINAL DOS CRIMES CONTRA VÍTIMAS HIPERVULNERÁVEIS E CRIMES DE TRÂNSITO DE GOIÂNIA - GO (SUSCITANTE)
CC 216845/GO (2025/0391592-0)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECASUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 2A VARA CRIMINAL DOS CRIMES CONTRA VÍTIMAS HIPERVULNERÁVEIS E CRIMES DE TRÂNSITO DE GOIÂNIA - GOSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE DE BRASÍLIA - DF
DECISÃO
Cuida-se de conflito negativo de competência suscitado pelo Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal dos Crimes contra Vítimas Hipervulneráveis e Crimes de Trânsito da Comarca de Goiânia/GO em face de decisão do Juízo de Direito da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente de Brasília/DF que se reputou incompetente para conduzir inquérito policial instaurado para apuração da prática, em tese, de infrações penais no contexto de violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente (Lei n. 14.344/2022), figurando como autor C. P. G. e como vítima D. F. DE S.
De acordo com o Boletim de Ocorrência lavrado na 6ª Delegacia de Polícia Civil do DF (e-STJ fls. 15/24), o investigado, residente em Itapoã/DF, teria praticado violência psicológica contra sua ex-companheira, também residente em Itapoã/DF, entre 1º/08/2023 e 16/6/2025, assim como teria descumprido decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência em favor de suas duas filhas menores, nos autos do Processo n. 0719147-77.2025.8.07.0016.
O Juízo suscitado (do DF) entendeu que os fatos narrados teriam ocorrido supostamente em Goiânia/GO e para lá declinou a competência.
Por sua vez, o Juízo suscitante (de GO) rejeitou a competência a si atribuída, ao fundamento de que os fatos ocorreram, em tese, na Circunscrição Judiciária de Itapoã, no Distrito Federal.
Instado a se manifestar sobre a controvérsia, o órgão do Ministério Público Federal que atua perante esta Corte levantou a hipótese de que os autos teriam sido remetidos ao Juízo suscitante (de GO) em virtude de erro de fato cometido pelo Juízo suscitado (do DF), uma vez que, “ao mencionar que os fatos supostamente ocorreram em Goiânia/GO, o MM Juiz cita o ID 240269322, o qual não se encontra nos presentes autos, bem como menciona uma anterior manifestação Ministerial que também não está nos autos. A comarca de Goiânia sequer é citada nos relatos que constam dos autos” (fl. 86).
Diante desse quadro, requereu a conversão do feito em diligência, para que fossem solicitadas informações/esclarecimentos ao Juízo de Direito da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente de Brasília/DF, o suscitado.
