Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRADO), 1. CARLOS HELDER CARVALHO FURTADO MENDES (IMPETRANTE)
- Advogados
- JOSE GUIMARAES MENDES NETO (OAB 015627/MA), CARLOS HELDER CARVALHO FURTADO MENDES (OAB 015529/MA)
HC 953729/MA (2024/0392236-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:CARLOS HELDER CARVALHO FURTADO MENDESADVOGADOS:JOSE GUIMARAES MENDES NETO - MA015627CARLOS HELDER CARVALHO FURTADO MENDES - MA015529IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOPACIENTE:I A S MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO
DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de I A S M, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO no processamento da Apelação Criminal n. 0833002-37.2021.8.10.0001.
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso preventivamente, em 27/7/2021, pela suposta prática de crime de estupro de vulnerável.
Irresignada, a defesa interpôs apelação perante o Tribunal de origem, que foi recebida e ainda aguarda julgamento.
No presente writ, a defesa alega a existência de excesso de prazo na custódia cautelar, considerando o fato de não ter sido reavaliada sua necessidade no prazo previsto no art. 316 do Código de Processo Penal – CPP, o que caracterizaria negativa de prestação jurisdicional.
Relata que o processo está concluso para o relator desde 10/5/2023, sem qualquer movimentação.
Ressalta que há nos autos prova pericial de que a suposta vitima possuía hímen íntegro, afastando a acusação de que o paciente teria tido com ela conjunção carnal. Aponta, ainda, que a prova testemunhal é calcada em depoimentos de "ouvir dizer".
Requer, em liminar e no mérito, que seja determinado ao Tribunal de origem que reaprecie a necessidade de manutenção da custódia cautelar. Na hipótese de negativa da Corte Estadual, requer seja revogada a prisão preventiva, com eventual imposição de cautelar diversa.
A liminar foi indeferida às fls. 1.235/1.236.
As informações foram prestadas às fls. 1.247/1.249.
Parecer do Ministério Público Federal opinando pela prejudicialidade do recurso (fls. 1.259/1.260).
