Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO
HC 1129642/MA (2026/0393681-3)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOPACIENTE:MARCOS VINICIUS SANTOS AIRESPACIENTE:PEDRO HENRIQUE BRAGA OLIVEIRACORRÉU:ANGELA MARLIA GARCIA ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de MARCOS VINÍCIUS SANTOS AIRES e PEDRO HENRIQUE BRAGA OLIVEIRA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO.
Consta dos autos que os pacientes foram condenados à pena de 8 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, como incursos nas sanções dos arts. 33, caput, e 40, III, da Lei n. 11.343/2006.
Interposto recurso especial pela defesa, o Tribunal de origem inadmitiu o recurso no ponto relativo à dosimetria da pena, com fundamento no art. 1.030, V, do Código de Processo Civil, e negou seguimento quanto à tese de nulidade da prova por violação de domicílio com base no Tema n. 280 do STF.
O agravo regimental interposto na sequência foi improvido.
A impetrante sustenta que o entendimento aplicado pelo acórdão impugnado quanto ao Tema n. 280 do STF não se ajusta ao caso, pois não teria havido fundadas razões justificadas que autorizassem o ingresso dos agentes de segurança no domicílio do acusado.
Aduz que a ofensa à Constituição seria apenas reflexa, por depender da interpretação prévia de normas infraconstitucionais, razão pela qual não seria exigível a interposição de recurso extraordinário e não incidem as Súmulas n. 83 e 126 do STJ.
Defende que o acórdão recorrido destoou da jurisprudência consolidada sobre ingresso domiciliar, reforçando a ilicitude da prova e a necessidade de sua exclusão, com reflexo direto na absolvição dos pacientes.
Entende que, diante da nulidade da busca e da contaminação probatória, não subsiste suporte para a condenação e deve o réu ser absolvido com base no , do CPP.
