Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. ABRAAO PERIGOLO MANSUR PRATA DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ABRAAO PERIGOLO MANSUR PRATA DE OLIVEIRA (OAB 241255/MG)
HC 1129764/MG (2026/0394744-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ABRAAO PERIGOLO MANSUR PRATA DE OLIVEIRAADVOGADO:ABRAAO PERIGOLO MANSUR PRATA DE OLIVEIRA - MG241255IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:L G DE O DPACIENTE:T H DE S APACIENTE:G H L FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de L G DE O D, T H DE S A, G H L F em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.26.505772-9/000.
Consta dos autos a internação provisória dos pacientes em razão da suposta prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 1º, I, "a", da Lei nº 9.455/97, termos em que representados.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão em flagrante é nula, já que não restou configurada nenhuma das hipóteses previstas no art. 302 do Código de Processo Penal, tendo sido os pacientes apreendidos horas após o fato, em locais diversos e não próximos à cena do ato, sem perseguição ininterrupta.
Alega que o reconhecimento pessoal realizado é inválido e insuficiente para indicar a autoria individual, por ter sido feito de forma coletiva e sem observância das cautelas legais, não havendo auto pormenorizado nem formação de fileira com pessoas de aparência semelhante, o que contamina a prova.
Defende que não há indícios suficientes de autoria autônomos em relação aos pacientes, pois os elementos apontados como “provas independentes” dependem do reconhecimento pessoal questionado e não individualizam condutas.
Argumenta que a internação provisória carece de fundamentação concreta e individualizada, apoiando-se em motivos genéricos como gravidade do fato e contexto coletivo, sem examinar a adequação de medidas menos gravosas, em afronta ao art. 108, parágrafo único, e ao art. 122, § 2º, do ECA.
