Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DE GOIAS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE GOIÁS
HC 1129906/GO (2026/0394944-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DE GOIASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE GOIÁSIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:DAVISON PATRICK TEIXEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de DAVISON PATRICK TEIXEIRA em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS assim ementado:
EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTELIONATO. VENDA DE APARELHO CELULAR. PAGAMENTOS ANTECIPADOS VIA PIX. PRODUTO NÃO ENTREGUE. AUSÊNCIA DE DEVOLUÇÃO DOS VALORES. DOLO ANTECEDENTE. FRAUDE COMPROVADA. MERO INADIMPLEMENTO CONTRATUAL AFASTADO. PALAVRA DA VÍTIMA CORROBORADA POR PROVAS DOCUMENTAIS. MAUS ANTECEDENTES. REINCIDÊNCIA. REGIME INICIAL FECHADO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA E SURSIS INVIÁVEIS. RECURSO DESPROVIDO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 (um) ano e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 171, caput, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a imposição do regime inicial fechado ao reincidente condenado a pena inferior a 4 (quatro) anos, diante de circunstâncias judiciais predominantemente favoráveis, contraria a Súmula 269 do STJ e os princípios da proporcionalidade e da individualização da pena.
Argumenta que apenas os antecedentes foram valorados negativamente, ao passo que as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal permaneceram neutras ou favoráveis, com pena-base fixada em 1 (um) ano e 6 (seis) meses, pouco acima do mínimo legal, o que torna desproporcional o regime fechado diante da pena concreta e das vetoriais consideradas.
Defende que a manutenção do regime fechado configura bis in idem material, pois os mesmos maus antecedentes serviram para exasperar a pena-base e, novamente, para justificar a escolha do regime mais gravoso, sem outro elemento concreto adicional.
Requer, liminarmente e no mérito, a fixação do regime inicial semiaberto para cumprimento da pena.
