Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. STHEFANY ALVES ANDRADE (IMPETRANTE)
- Advogado
- STHEFANY ALVES ANDRADE (OAB 23275/MT)
HC 1042609/MT (2025/0395563-8)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:STHEFANY ALVES ANDRADEADVOGADO:STHEFANY ALVES ANDRADE - MT023275OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:NAUDER JUNIOR ALVES ANDRADEINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de NAUDER JUNIOR ALVES ANDRADE apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Habeas Corpus Criminal n. 0000665-08.2022.8.17.2520).
O paciente foi condenado à pena de 10 anos de reclusão, pelo crime tipificado no art. 121, § 2º, incisos II, IV e VI, c/c o § 2º-A, inciso I e II, c/c o art. 14, inciso II, todos do Código Penal, com as implicações da Lei n. 8.072/1990, alterada pela Lei n. 11.464/2007.
A defesa impetrou habeas corpus. O Tribunal de Justiça local indeferiu a liminar, bem como o pedido de reconsideração do pedido de liminar (e-STJ fls. 45/48).
A defesa opôs embargos de declaração, tendo o Tribunal de origem negado conhecimento ao recurso (e-STJ fls. 14/16).
No presente writ, a defesa alega ter sido o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri manifestamente nulo, aduzindo as seguintes questões "a) Violação ao Art. 482, parágrafo único, do CPP: Pela formulação complexa e viciada do 4º quesito, que impediu a manifestação dos jurados sobre tese defensiva autônoma. b) Violação ao Art. 497, V, do CPP e à Súmula 523/STF: Pela ausência de defesa técnica durante a votação em sala secreta. c) Violação aos Princípios da Publicidade e da Plenitude de Defesa: Pelos múltiplos incidentes que cercearam a defesa e macularam a lisura do julgamento, todos detalhados na documentação anexa" (e-STJ fl. 5).
Requer, liminarmente, a suspensão imediata dos efeitos da condenação, com expedição de alvará de soltura ou, subsidiariamente, a substituição por cautelares. Ao final, pleiteia a concessão da ordem para declarar a nulidade absoluta do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri e determinar a realização de novo júri.
