Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (IMPETRADO), 1. ERMENSON ROBERTO RODRIGUES MARQUES (IMPETRANTE)
- Advogado
- ERMENSON ROBERTO RODRIGUES MARQUES (OAB 58458/PR)
HC 1043141/PR (2025/0397992-6)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:ERMENSON ROBERTO RODRIGUES MARQUESADVOGADO:ERMENSON ROBERTO RODRIGUES MARQUES - PR058458IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁPACIENTE:ADEMIR JOSE SIMAOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de A J S, contra ato proferido por Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (Apelação Criminal n. 0000903-07.2022.8.16.0046).
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 15 anos de reclusão, no regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no art. 217-A, c/c o art. 71, do Código Penal - CP.
O Tribunal de origem negou provimento à apelação interposta pelo paciente, nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 28):
"EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. FATOS NARRADOS NA DENÚNCIA DEVIDAMENTE DEMONSTRADOS. APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE JULGAMENTO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO – RESOLUÇÃO Nº. 492/2023, CNJ. MANUTENÇÃO DA REGRA DA CONTINUIDADE DELITIVA. PRONUNCIAMENTO PELO CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DO RECURSO."
Em 16/08/2025, foi proferido despacho pelo Desembargador relator para que a Câmara certificasse se ocorreu o trânsito em julgado da condenação e, caso verificado o trânsito, que seja dado o arquivamento do feito, dando-se baixa na distribuição (fl. 10).
No presente writ, a defesa sustenta nulidade absoluta pelo trânsito em julgado prematuro do acórdão condenatório, sem apreciação de requerimentos defensivos no sentido de ter acesso aos documentos essenciais do processo incidental que tramita sob segredo de justiça.
Esclarece que a atual defesa do paciente somente foi constituída em 26/6/2025, por meio de substabelecimento sem reserva de poderes, o que a impediu de ter acesso ao processo incidental sigiloso.
Assere que, sem que o requerimento formulado pela defesa técnica tenha sido apreciado, houve a certificação do trânsito em julgado, o que viola o devido processo legal.
