Sentença
Decisão- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE DECISÕES ESTRANGEIRAS E RECURSOS PARA O STF
- Classe
- SENTENÇA ESTRANGEIRA
- Destinatários
- L L E J (REQUERENTE), A C F DE O (REQUERIDO)
- Advogados
- WLADIMIR CONTIERI (OAB 150374/SP), VERÔNICA MAGNA DE MENEZES LOPES (OAB 226068/SP), CAMILLA APARECIDA NUNES (OAB 449401/SP)
HDE 9185/EX (2023/0398498-6)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESREQUERENTE:L L E JADVOGADO:WLADIMIR CONTIERI - SP150374REQUERIDO:A C F DE OOUTRO NOME:A C JOUTRO NOME:A C F DE O JADVOGADOS:VERÔNICA MAGNA DE MENEZES LOPES - SP226068CAMILLA APARECIDA NUNES - SP449401
DECISÃO
Trata-se de pedido formulado por L. L. E. J., para obter a homologação de título judicial estrangeiro oriundo da Suécia, consistente na sentença judicial que declarou o divórcio entre o requerente e A. C. F. DE O. e dispôs sobre a guarda dos filhos menores.
Juntou documentos e requereu a citação da requerida no endereço indicado.
Em contestação, A. C. F. DE O. alegou que não seria possível deferir o pleito homologatório, pois não houve regular citação no processo estrangeiro.
Apontou, ainda, que, diversamente do que foi consignado no título estrangeiro, a Justiça brasileira concedeu a guarda provisória de uma das filhas do casal à parte requerida.
A requerida aduziu, também, que foi vítima de violência doméstica ao longo de seu relacionamento conjugal, o que a motivou a morar no Brasil, trazendo consigo a filha mais velha do casal.
Em réplica, o requerente rechaçou as alegações contidas na peça contestatória e reiterou que o título judicial estrangeiro preenche os requisitos legais para homologação no Brasil.
Argumentou que não há comprovação da existência de violência doméstica e que a requerida, ao manter a filha em território brasileiro, descumpriu com o Tratado de Haia.
De acordo com o requerente, a parte ora requerida impede o contato entre o pai e a filha residente no Brasil, assim como entre as duas irmãs.
Explicitou, ainda, que a Justiça sueca tentou por várias vezes contato com A. C. F. DE O. por meio de carta e, não tendo obtido sucesso, indicou advogado dativo para representá-la no processo de divórcio.
Foi apresentada tréplica às fls. 259-267.
O Ministério Público Federal opinou pelo indeferimento do pedido homologatório (fls. 291-303).
