Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ROGERIO DE CAMPOS TARGINO (IMPETRANTE)
- Advogados
- JOAO CARLOS PEREIRA FILHO (OAB 249729/SP), ELCIO GEA DOS SANTOS (OAB 409050/SP), JEANDRA SIQUEIRA MOURA (OAB 417766/SP), ROGÉRIO DE CAMPOS TARGINO (OAB 238299/SP)
HC 1044228/SP (2025/0402784-4)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:ROGERIO DE CAMPOS TARGINOADVOGADOS:JOAO CARLOS PEREIRA FILHO - SP249729ROGÉRIO DE CAMPOS TARGINO - SP238299ELCIO GEA DOS SANTOS - SP409050JEANDRA SIQUEIRA MOURA - SP417766IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:AFONSO FERRAZ ROQUEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de A. F. R., contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim ementado (fl. 107):
Apelação Criminal. Crimes sexuais. Prova. Palavra da vítima. Ausentes razões concretas e mais fortes para dela suspeitar, há de se valorizar de modo positivo a palavra da vítima, notadamente em agressões sexuais que, comumente, impõem a ela um contato mais direto com o agente da conduta criminosa.
Consta dos autos que o paciente foi denunciado e absolvido pelo crime de estupro de vulnerável. Em apelação do Ministério Público, o Tribunal de origem deu provimento ao recurso para condenar o paciente pelo art. 217-A c/c art. 226, II, do CP, fixando pena de 16 anos de reclusão, regime inicial fechado, e indenização de um salário-mínimo.
No presente writ, o impetrante sustenta, em síntese, nulidade por cerceamento de defesa em razão da ausência de enfrentamento, pelo acórdão, das contrarrazões defensivas. Alega, ainda, constrangimento ilegal na condenação, por ter se baseado na palavra isolada da vítima, sem corroboração por prova médica e apoiada apenas em estudo psicológico, bem como em depoimentos indiretos.
Requereu liminarmente a suspensão cautelar dos efeitos da condenação até o julgamento colegiado. No mérito, pede a concessão da ordem para restabelecer a sentença absolutória ou, alternativamente, anular o acórdão da apelação para novo julgamento com enfrentamento das teses defensivas.
A liminar foi indeferida, as informações foram prestadas e o Ministério Público opinou pelo não conhecimento do writ ou, se conhecido, pela sua denegação, conforme a seguinte ementa (fl. 137):
