Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. SAULO HENRIQUE SILVA CALDAS (IMPETRANTE)
- Advogado
- SAULO HENRIQUE SILVA CALDAS (OAB 5413/SE)
HC 1044818/SP (2025/0404966-7)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:SAULO HENRIQUE SILVA CALDASADVOGADO:SAULO HENRIQUE SILVA CALDAS - SE005413IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GUSTAVO AMORIM DA ROCHAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, impetrado em benefício de G A DA R, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Consoante se extrai dos autos, o paciente foi condenado como incurso no artigo 213, caput, do C. Penal, à pena de 7 anos de reclusão, estabelecido o regime inicial fechado.
O Tribunal a quo negou provimento à apelação defensiva, nos termos da seguinte ementa:
"PENAL. ESTUPRO. ARTIGO 213, “CAPUT”, DO C. PENAL. RECURSO BUSCANDO A NULIDADE DA SENTENÇA, POR CERCEAMENTO DE DEFESA, E A ABSOLVIÇÃO. APELO IMPROVIDO. Acusado, motorista de aplicativo, que durante corrida realizada para a vítima, durante a madrugada e após ela ter ingerido bebida alcoólica, passa a mão entre suas pernas em uma primeira ocasião e, após pedir por várias vezes seu telefone e pedir-lhe um beijo, diz, ao término da corrida, que só destravaria a porta se ela tocasse seu pênis, que ele colocou para fora da calça. Relatos da ofendida, na delegacia e em juízo, coerentes e seguros, em sintonia com a prova colhida. Negativa do acusado, isolada. Prova hábil. Condenação de rigor. Desclassificação para o crime previsto no artigo 215-A, do C. Penal, inviável. Pena bem dosada. Regime fechado necessário. Apelo improvido, afastada a matéria preliminar." (e-STJ fls. 16).
Neste habeas corpus, o impetrante sustenta, em síntese, que "não configura, portanto, a agravante do art. 61, II, ‘f’, do Código Penal a conduta praticada por motorista de aplicativo contra passageira, pois ausente qualquer relação de autoridade, convivência doméstica ou violência na forma da Lei nº 11.340/2006. " (e-STJ fls. 7).
Aponta que "o regime fechado foi imposto de forma genérica, com base apenas na hediondez do delito, sem qualquer fundamentação individualizada" (e-STJ fls. 10).
