Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1131249/SP (2026/0405003-3)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:C E S JINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de C E S J, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento do Habeas Corpus Criminal n. 3012416-41.2026.8.26.0000.
Extrai-se dos autos que foi decretada a internação provisória do paciente em 19/8/2026, pela suposta prática do crime tipificado no art. 157, § 2º, II e IX, c/c o § 2º-A, I, do Código Penal – CP.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 101):
“HABEAS CORPUS. ECA. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ROUBO MAJORADO. RECONHECIMENTO FOTOGRÁFICO. ELEMENTOS INDICIÁRIOS AUTÔNOMOS. INTERNAÇÃO PROVISÓRIA. ORDEM DENEGADA. I. Caso em exame. 1. Habeas corpus impetrado em favor de adolescente representado por prática de ato infracional análogo ao crime de roubo majorado, com o objetivo de trancar a ação socioeducativa. II. Questões em discussão. 2. Consiste em saber: a) se há justa causa para a persecução socioeducativa; e b) se a decisão que decreta a internação provisória padece de ilegalidade. III. Razões de decidir. 3. O trancamento da ação socioeducativa constitui providência excepcional, cabível diante de manifesta atipicidade material, extinção da pretensão ou carência de elementos de convicção. 4. A tese de vulneração às formalidades do reconhecimento fotográfico na fase inquisitorial não justifica a extinção precoce da ação, pois a imputação se alicerça em indícios autônomos e independentes de autoria, coligidos pela autoridade policial. 5. A decisão tem amparo no art. 108, par. único, do ECA, diante da gravidade concreta da conduta, praticada mediante grave ameaça, e do risco concreto de reiteração infracional. IV. Dispositivo e tese. 6. Ordem denegada. Tese de julgamento: “1. A existência de elementos indiciários autônomos e independentes afasta a tese de ausência de justa causa para a ação socioeducativa. 2. É idôneo o decreto de internação provisória amparado na gravidade concreta do ato, praticado com emprego de arma de fogo, e na necessidade imperiosa de prevenção de reiteração infracional.”
