Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. GUILHERME ELIAS ALVES DE JESUS (IMPETRANTE)
- Advogados
- GUILHERME ELIAS ALVES DE JESUS (OAB 529044/SP), WILLIAN HOFFMANN (OAB 70791/SC)
HC 1132017/SC (2026/0409285-0)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:GUILHERME ELIAS ALVES DE JESUSADVOGADOS:GUILHERME ELIAS ALVES DE JESUS - SP529044WILLIAN HOFFMANN - SC070791IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:JOAO ROGERIO POTMAIERINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JOÃO ROGÉRIO POTMAIER em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 23 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, e de 15 dias-multa, como incurso nas sanções dos arts. 217-A, caput, e 226, II, ambos do Código Penal, por quatro vezes, em continuidade delitiva, e do art. 147-B do Código Penal.
O impetrante sustenta que o órgão colegiado de origem não conheceu do writ anterior e deixou de enfrentar a insuficiência dos registros das perguntas complementares do depoimento especial, sobretudo quanto à pergunta excluída relacionada ao celular, comprometendo o controle defensivo e jurisdicional da restrição imposta.
Alega que o pedido tem objeto estrito: cassar o acórdão que não conheceu do habeas corpus e determinar ao Tribunal de origem que examine, com urgência, a suficiência documental das perguntas encaminhadas, a pertinência da exclusão e seus efeitos sobre a validade da prova e sobre a liberdade do paciente.
Afirma que a controvérsia não exige dilação probatória, pois se limita ao cotejo de documentos já existentes (termo de audiência, transcrição e vídeo), distinguindo-se do revolvimento de prova, e que a solução preserva a competência do Tribunal local para a apreciação inicial do mérito.
Aduz que os registros apenas indicam a exclusão de uma pergunta “do celular”, sem reproduzir sua redação original, o que inviabiliza confrontar o conteúdo da indagação com a justificativa oficial de indeferimento, em desacordo com a ampla defesa, assegurada pela Lei n. 13.431/2017.
