Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), ADMILSON FRANCISCO DE MOURA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ADMILSON FRANCISCO DE MOURA (OAB 021516/MT)
HC 956799/MT (2024/0409489-6)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:ADMILSON FRANCISCO DE MOURAADVOGADO:ADMILSON FRANCISCO DE MOURA - MT021516OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:E DA S AINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de E DA S A em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO.
Depreende-se dos autos que o paciente teve a prisão temporária decretada pela suposta prática do crime de estupro de vulnerável.
Irresignada a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem que denegou a ordem em acórdão de fls. 29-34.
No presente writ, alega a defesa que o paciente estaria sofrendo constrangimento ilegal diante da ausência de fundamentação concreta e idônea para a segregação cautelar, sustentando que "já se passaram mais de trinta dias e nada foi encontrado com condão de subsidiar perpetuação da manutenção no cárcere do paciente" - fl. 6.
Aduz, ainda, a ausência de indícios de autoria e materialidade em relação ao paciente, defendendo, ainda, a possibilidade da aplicação de medidas caurelares diversas da prisão.
Requer a revogação da prisão temporária.
A liminar foi indeferida às fls. 57-58.
As informações foram prestadas às fls. 70-477, 496-723, 725-731 e 732-742. O Ministério Público Federal, às fls. 744-748, manifestou pela prejudicialidade do writ.
É o relatório. DECIDO.
O pedido está prejudicado.
Conforme informações do Tribunal de origem, fls. 735-736, a prisão temporária questionada no writ 1002125-52.2024.8.11.0000, aqui referido, foi convertida em prisão preventiva por título judicial posterior, lavrado de 29/10/2024. Na ocasião, o Magistrado acrescentou novos fundamentos para decretar a prisão preventiva em seu desfavor:
