Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4A REGIÃO (IMPETRADO), 1. SANTO VIRISSIMO CAMACHO RODRIGUES (IMPETRANTE)
- Advogado
- SANTO VIRISSIMO CAMACHO RODRIGUES (OAB 12032/RS)
HC 1132220/RS (2026/0410582-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:SANTO VIRISSIMO CAMACHO RODRIGUESADVOGADO:SANTO VIRISSIMO CAMACHO RODRIGUES - RS012032IMPETRADO:TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4A REGIÃOPACIENTE:MAGNUS RAFAEL LABRES
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de MAGNUS RAFAEL LABRES contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO – TRF4 no julgamento do Habeas Corpus n. 017519-40.2026.4.04.0000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado pela prática dos delitos tipificados no art. 157, § 2º, II e V, e § 2º-A, I, do Código Penal – CP (roubo majorado) e no art. 157, § 3º, II, do CP (latrocínio), na forma do art. 14, II, do CP (forma tentada).
Habeas corpus impetrado em favor do paciente foi indeferido liminarmente pelo Relator, por meio de decisão monocrática (fls. 137/145).
No presente writ, a defesa sustentou que o paciente fora condenado por autoridade incompetente, em razão da aplicação indevida da Resolução n. 48/2019 do Tribunal Regional Federal da 4ª Região – TRF4, que alterou a competência territorial para a Subseção Judiciária de Rio Grande/RS.
Asseverou, contudo, ser competente o Juízo da Subseção Judiciária de Pelotas/RS, pois o inquérito policial foi instaurado e conduzido nesse Juízo, que, inclusive, deferiu requerimento de quebra de sigilo de dados e registros telefônicos.
Argumentou que a modificação da competência pela Resolução n. 48/2019 do TRF4 viola o princípio do juiz natural e ocasiona insegurança jurídica.
Requereu, em liminar, a suspensão dos efeitos da execução da pena até o julgamento deste habeas corpus ou, subsidiariamente, a manutenção da prisão domiciliar.
No mérito, pugnou pela concessão da ordem para que seja reconhecida a incompetência da 1ª Vara Federal de Rio Grande/RS, com a remessa dos autos ao Juízo da 1ª Vara Federal de Pelotas/RS, e, por consequência, seja anulada a ação penal desde o recebimento da denúncia.
