Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LARA CRISTINA RODRIGUES DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogados
- LARA CRISTINA RODRIGUES DE OLIVEIRA (OAB 358202/SP), BIANCA VIEIRA FILOMENO (OAB 437813/SP), MARIELE VILELA DE CARVALHO (OAB 524507/SP)
HC 1132239/SP (2026/0410782-6)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:LARA CRISTINA RODRIGUES DE OLIVEIRAADVOGADOS:LARA CRISTINA RODRIGUES DE OLIVEIRA - SP358202MARIELE VILELA DE CARVALHO - SP524507BIANCA VIEIRA FILOMENO - SP437813IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GUILHERME VIEIRA BARBARESCOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de GUILHERME VIEIRA BARBARESCO apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, nos autos do HC n. 2110821-32.2026.8.26.0000.
Depreende-se dos autos que o paciente é investigado pela suposta prática do delito previsto no art. 215-A do Código Penal, em razão de fatos ocorridos em 28/3/2026, durante corrida realizada como motorista de transporte por aplicativo.
Segundo a narrativa registrada no boletim de ocorrência, o paciente, que conduzia veículo cadastrado na plataforma Ubiz Car Brasil, teria dirigido perguntas de cunho pessoal à passageira K. R. O. da S., afirmado ser um "vampiro" e que poderia morder-lhe o pescoço, além de convidá-la para sair e consumir bebidas alcoólicas.
Diante desses fatos, a autoridade policial representou pela imposição de medidas cautelares, com manifestação favorável do Ministério Público.
Em decisão de 10/4/2026, o Magistrado de origem deferiu o requerimento, determinando, entre outras providências, a suspensão do exercício da atividade econômica do paciente junto à plataforma de transporte, com fundamento no art. 319, VI, do Código de Processo Penal.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja Décima Segunda Câmara Criminal denegou a ordem.
Nesta impetração, sustenta a atipicidade da conduta atribuída ao paciente, ao argumento de que os fatos narrados se restringem a manifestações verbais, sem a prática de ato libidinoso exigido para a configuração do delito de importunação sexual. Ressalta que o trajeto foi concluído normalmente, sem contato físico, desvio de rota, restrição à saída da passageira ou comportamento de conteúdo sexual.
