Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- TUTELA CAUTELAR ANTECEDENTE
- Destinatários
- 2. ASSOCIACAO DE POUPANCA E EMPRESTIMO POUPEX (REQUERIDO), 1. JULIANA SOARES TENORIO MIRANDA FELIPPU (REQUERENTE), 3. AKEME SAKAI ARANTES (REQUERIDO)
- Advogados
- GUSTAVO MATHEUS BUARQUE DE FIGUEIRÊDO (OAB 9810/AL), LUIZ FERRUCIO DUARTE SAMPAIO JUNIOR (OAB 21150/DF), JOAQUIM PONTES DE MIRANDA NETO (OAB 5683/AL), SILVIO OMENA DE ARRUDA (OAB 12829/AL), BRUNO PAIVA DE SOUZA SILVA (OAB 12037/AL), FERNANDA CAROLLINE DE ALMEIDA SÁ CARDOSO (OAB 10587/AL), GABRIEL VALENÇA PONTES DE MIRANDA (OAB 24145/AL)
TutCautAnt 1776/AL (2026/0411365-4)RELATOR:MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHAREQUERENTE:JULIANA SOARES TENORIO MIRANDA FELIPPUADVOGADOS:JOAQUIM PONTES DE MIRANDA NETO - AL005683SILVIO OMENA DE ARRUDA - AL012829GABRIEL VALENÇA PONTES DE MIRANDA - AL024145REQUERIDO:ASSOCIACAO DE POUPANCA E EMPRESTIMO POUPEXADVOGADO:LUIZ FERRUCIO DUARTE SAMPAIO JUNIOR - DF021150REQUERIDO:AKEME SAKAI ARANTESADVOGADOS:BRUNO PAIVA DE SOUZA SILVA - AL012037GUSTAVO MATHEUS BUARQUE DE FIGUEIRÊDO - AL009810FERNANDA CAROLLINE DE ALMEIDA SÁ CARDOSO - AL010587
DECISÃO
Trata-se de pedido de tutela provisória incidental formulado por JULIANA SOARES TENÓRIO MIRANDA FELIPPU, visando à atribuição de efeito suspensivo ativo ao recurso especial interposto contra o acórdão proferido no Agravo de Instrumento n. 0801640-66.2026.8.02.0000, oriundo de ação de imissão na posse, bem como a reintegração provisória na posse do imóvel residencial do qual foi retirada por força de decisão judicial já cumprida em 21/8/2026.
Narra que, antes mesmo da adoção de medidas expropriatórias pelo credor fiduciário, ajuizou a Ação Revisional n. 0712007-51.2020.8.02.0001 na 2ª Vara Cível de Maceió (AL), buscando o reconhecimento da abusividade de encargos contratuais e da alegada venda casada, inseridos no contrato de financiamento. Sustenta que a demanda permanece pendente de julgamento definitivo, sem pronunciamento jurisdicional que reconheça a higidez do débito utilizado como fundamento para a execução extrajudicial da garantia fiduciária. Apesar disso, afirma que a instituição financeira promoveu a consolidação da propriedade e realizou leilões extrajudiciais nos anos de 2021 e 2022, culminando posteriormente na ação de imissão na posse e na efetiva retirada da requerente do imóvel.
Relata que a ordem de imissão na posse foi mantida pelo Tribunal a quo em agravo de instrumento, desafiando a interposição de recurso especial ainda pendente de admissibilidade. Aduz que, enquanto o apelo extremo aguarda processamento, a medida possessória foi integralmente executada, com a retirada de sua moradia habitual, razão pela qual busca a intervenção excepcional desta Corte para evitar a consolidação dos efeitos da decisão recorrida.
