Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1045812/SP (2025/0412139-6)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:R Y R BREGISTRADO CIVILMENTE COMO:A R BPACIENTE:P DREGISTRADO CIVILMENTE COMO:H R F DE AINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de R Y R B e P D em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 3013243-86.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a internação provisória das pacientes decorrente de suposta prática de ato infracional equiparado ao delito previsto no art. 158, §§ 1º e 3º, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o órgão impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão de internação provisória não demonstrou, de forma concreta, a necessidade imperiosa exigida pelo art. 108, parágrafo único, do ECA, limitando-se à gravidade abstrata do fato, sem individualizar circunstâncias que justifiquem a medida extrema.
Alega que se revelam adequadas e suficientes medidas cautelares alternativas, em substituição à internação, e que não foram explicitados os motivos para a não aplicação de providências menos gravosas, em descompasso com a excepcionalidade da privação de liberdade de adolescentes e com a diretriz do art. 108 do ECA.
Expõe que a paciente autodeclarada do gênero feminino encontra-se internada em unidade masculina da Fundação CASA, em ofensa ao direito de autodeterminação e às diretrizes das Resoluções CNJ n. 348 e 366, requerendo sua transferência para unidade feminina, ante o risco à integridade física e moral e a urgência do provimento.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da internação provisória ou, subsidiariamente, a transferência da paciente P. D., civilmente registrada como H. R. F. D. A., autodeclarada mulher trans, para unidade feminina da Fundação CASA.
