Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA (IMPETRADO), 1. DIEGO VICTOR RODRIGUES BARROS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DIEGO VICTOR RODRIGUES BARROS (OAB 1048/RR)
HC 1046107/RR (2025/0412812-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DIEGO VICTOR RODRIGUES BARROSADVOGADO:DIEGO VICTOR RODRIGUES BARROS - RR001048IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMAPACIENTE:ELYSON SAMPAIO PROBOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RORAIMA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de E S P, condenado pela prática do crime previsto no art. 214, c/c o art. 224, a, art. 226, II, e art. 71, todos do Código Penal, com redação anterior à Lei n. 12.015/2009, à pena de 20 anos de reclusão, regime inicial fechado (Processo n. 0213001-13.2009.8.23.0010, da 1ª Vara de Crimes contra Vulneráveis, da comarca de Boa Vista/RR).
O impetrante aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, que, em 3/10/2023, manteve a condenação (fls. 53/56).
Alega, em síntese, deficiência probatória e a necessidade de aplicação do princípio do in dubio pro reo, sustentando que a condenação se apoiou em relatos frágeis e contraditórios, desprovidos de corroboração mínima.
Aponta violação da coerência e da verossimilhança lógica nos depoimentos da vítima e das testemunhas de acusação, destacando incongruências relevantes quanto ao tempo, à dinâmica dos fatos e aos detalhes narrados, inclusive divergências entre as declarações prestadas na fase policial e em juízo, bem como entre os relatos da genitora e da guardiã.
Ressalta que os exames periciais apresentaram resultado negativo quanto à conjunção carnal e a outros atos libidinosos, atestando virgindade e ausência de vestígios físicos, o que comprometeria a materialidade delitiva.
Aduz, ainda, nulidade absoluta da oitiva da vítima na fase policial, em razão da inobservância da Lei n. 13.431/2017, pois o ato não foi gravado em audiovisual e não contou com acompanhamento psicossocial, tampouco foi elaborado laudo ou relatório psicológico.
Menciona, também, vícios na dosimetria da pena, por fundamentação genérica na primeira fase, ocorrência de bis in idem pela valoração da menoridade/vulnerabilidade, inadequação da fração de aumento e indevida aplicação da causa de aumento do , do Código Penal, em afronta aos princípios da legalidade e da irretroatividade.
