Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1046335/SP (2025/0415964-7)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JULIO CESAR DA ROCHAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de JULIO CESAR DA ROCHA, em execução de pena na Execução Criminal n. 0005059-22.2022.8.26.0996, perante o DEECRIM 5ª RAJ - Presidente Prudente/SP.
A impetrante aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que, em 30/9/2025, deu provimento ao agravo de execução e revogou a remição por participação no ENCCEJA (Agravo de Execução Penal n. 0017889-15.2025.8.26.0996).
Alega direito à remição por estudo com base no art. 126, § 1º e § 5º, da Lei n. 7.210/1984, na Resolução n. 391/2021 do CNJ e na Resolução n. 03/2010 do CNE, com cálculo padronizado de 26 dias por área no Ensino Fundamental e acréscimo de 1/3 na conclusão de nível.
Sustenta que a Portaria n. 458/2020 do MEC confirma o ENCCEJA como instrumento de certificação, não sendo pertinente a exigência de notas mínimas para fins de remição quando demonstrado o estudo por conta própria.
Afirma que houve aprovação em quatro das cinco áreas do ENCCEJA/2024, fazendo jus à remição parcial de 104 dias.
Em caráter liminar, pede a suspensão dos efeitos do acórdão recorrido e o restabelecimento imediato da remição de 104 dias; e, no mérito, requer a confirmação da liminar, com a cassação do acórdão e o restabelecimento da decisão de primeiro grau que declarou remidos 104 dias, com a atualização do cálculo de penas e cômputo como pena cumprida, nos termos do art. 128 da Lei n. 7.210/1984 (fls. 2/10).
É o relatório.
A concessão de ordem de habeas corpus demanda demonstração da ilegalidade, ônus que recai sobre a parte impetrante, a quem cumpre instruir o feito com a prova pré-constituída de suas alegações.
