Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRADO), 1. JOSE MAURICIO LUNA DOS ANJOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- JOSE MAURICIO LUNA DOS ANJOS (OAB 19411/PR)
HC 1046576/MA (2025/0416283-7)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:JOSE MAURICIO LUNA DOS ANJOSADVOGADO:JOSE MAURICIO LUNA DOS ANJOS - PR019411IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOPACIENTE:JAILSON TELES SILVACORRÉU:VALDILEY PAIXAO CAMPOSCORRÉU:ANTONIO SILVA CAMPOSCORRÉU:JOÃO BATISTA DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de JAILSON TELES SILVA em face de acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO.
Consta nos autos que o paciente teve a prisão preventiva decretada, tendo sido denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 121, § 2º, incisos I e IV, c/c art. 121-A do Código Penal.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem. A ordem foi denegada pela Corte local, em acórdão (fls. 38-62).
No presente writ, a defesa alega a ocorrência de constrangimento ilegal consubstanciado no encarceramento provisório determinado em desfavor do paciente
Aduz ausência de fundamentação para a segregação cautelar.
Aponta que "Primeiramente imperioso ressaltar que tecnicamente o paciente é primário, haja vista que não possui em seu desfavor nenhuma condenação penal transitada em julgado" (fl. 8).
Sustenta a existência de fragilidade probatória, argumentando que não há prova de que o paciente tenha participado ou concorrido para a conduta.
Requer a expedição de contramandado de prisão em favor do paciente.
É o relatório. DECIDO.
In casu, a prisão preventiva se encontra devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de encarceramento provisório, notadamente se considerada a gravidade concreta da conduta, consistente em homicídio qualificado; onde, em tese, o paciente teria concorrido para a empreitada criminosa que resultou na execução da vítima, morta por disparos de arma de fogo; constando nos autos que ele, supostamente, teria atuado como intermediário entre mandantes e executor do crime.
