Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
HC 1133533/MG (2026/0419019-0)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:ROGER CARVALHO ARAUJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de ROGER CARVALHO ARAUJO, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, que, nos autos do HC n. 1.0000.26.484698-1/000, denegou a ordem (fls. 15-33).
Consta dos autos que o paciente responde pela suposta prática do delito de furto simples, no âmbito de procedimento policial instaurado em Unaí/MG.
Foi preso em flagrante em 21 de agosto de 2026 e, em 22 de agosto de 2026, por ocasião da audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal (fls. 106-109).
A base informativa registra o depoimento do policial militar condutor, relatos sobre oferta de uma bicicleta com características do bem subtraído, reconhecimento do objeto no interior de residência de terceiro e a identificação do paciente com vestimenta coincidente com a descrita por informantes (fls. 15-33).
O processo principal, segundo informações, tramitava aguardando manifestação ministerial quanto ao oferecimento de denúncia, com o paciente custodiado preventivamente (fls. 15-33).
A certidão de antecedentes indica ação penal anterior em curso por furto e anotações de autos de prisão em flagrante baixados em 2025 (fls. 78-79).
O habeas corpus originário foi denegado por maioria de votos, vencido o relator.
No presente writ, a parte impetrante alega constrangimento ilegal decorrente da ausência de demonstração concreta da imprescindibilidade da prisão preventiva, afirmando que o decreto carece de periculum libertatis individualizado e se apoia, de forma preponderante, em suposições de risco de reiteração extraídas da existência de outra ação penal em andamento.
