Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. BRUNO RIBEIRO DA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogados
- JOÃO VITOR FURTADO ALMEIDA (OAB 59471/SC), BRUNO RIBEIRO DA SILVA (OAB 59045/SC), DIEGO ROSSI MORETTI (OAB 54505/SC)
HC 1133548/SC (2026/0419059-4)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:BRUNO RIBEIRO DA SILVAADVOGADOS:DIEGO ROSSI MORETTI - SC054505BRUNO RIBEIRO DA SILVA - SC059045JOÃO VITOR FURTADO ALMEIDA - SC059471IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:JHONY NOGUEIRA DE MELOCORRÉU:JEAN SANTOS DE LIMAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JHONY NOGUEIRA DE MELO, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, em decorrência do julgamento da apelação criminal n. 5001155-05.2024.8.24.0539/SC (fls. 2-6, 18-19).
Consta nos autos que o paciente foi inicialmente condenado pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Lages/SC à pena de 10 (dez) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 25 (vinte e cinco) dias-multa, por infração ao artigo 155, § 4º-B, combinado com § 4º-C, II, do Código Penal (fls. 10-16).
A defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que negou provimento ao recurso (fls. 18-19).
Na presente impetração, busca-se a concessão da ordem para: (i) reconhecer a ilicitude por derivação da apreensão dos aparelhos eletrônicos e das provas dela decorrentes, com o respectivo desentranhamento; (ii) absolver o paciente por ausência de prova lícita suficiente ou, subsidiariamente, anular o processo a partir do ato viciado; e (iii) estender os efeitos ao corréu (fls. 2-6).
É o relatório. DECIDO.
Compulsando os autos, verifica-se que o objeto do presente writ caracteriza reiteração de pedido já apreciado pela Quinta Turma no julgamento do Agrg no AREsp 3121087, oportunidade em que a questão do reconhecimento da ilegalidade do flagrante e sua repercussão na validade das demais provas já foi analisada sob os seguintes fundamentos:
O agravante argumenta que os fatos seriam "incontroversos": a prisão teria sido declarada ilegal, os celulares teriam sido apreendidos nessa prisão, e os laudos periciais teriam embasado a condenação. A partir desses fatos fixados, bastaria ao STJ extrair a consequência jurídica prevista no do CPP.
