Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. RAMIRO MURILO DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogado
- RAMIRO MURILO DE SOUZA (OAB 417538/SP)
HC 1133642/SP (2026/0419678-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RAMIRO MURILO DE SOUZAADVOGADO:RAMIRO MURILO DE SOUZA - SP417538IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALESSANDRO DA SILVA OTOBONICORRÉU:JOÃO PEDRO PONTES E SILVA OTOBONICORRÉU:LEONETE SARAUZA PONTESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ALESSANDRO DA SILVA OTOBONI em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Habeas Corpus n. 2235094-83.2026.8.26.0000).
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados no art. 4º, “a” da Lei n. 1.521/1951 c/c o art. 71 do Código Penal (por diversas vezes), no art. 1º, caput, da Lei n. 9.613/1998 c/c o art. 71 do Código Penal (por diversas vezes), no art. 12, caput, da Lei n. 10.826/2003 e no art. 19 do Decreto Lei n. 3.688/1941, todos em concurso material, na forma do art. 69 do Código Penal, termos em que denunciado.
Alega o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que indeferiu liminarmente o writ impetrado na origem.
Sustenta que foi mantida a prisão do paciente indevidamente com base no argumento “pelos seus fundamentos originários”, sem individualizar, no quadro superveniente de conclusão do inquérito, oferecimento e recebimento da denúncia e consolidação das apreensões e perícias, quais riscos atuais justificariam a medida extrema, caracterizando ausência de motivação concreta contemporânea.
Alega que não estão presentes, de forma atual e individualizada, os requisitos do art. 312 do CPP, pois a alteração objetiva do cenário, como conclusão da investigação, fontes probatórias materiais sob custódia estatal e delimitação acusatória, prescinde da demonstração do periculum libertatis remanescente, o que não foi feito na decisão de 16/09/2026.
