Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE
- Destinatários
- 1. WASHINGTON UMBERTO CINEL - EM RECUPERACAO JUDICIAL (REQUERENTE), 2. BRAKO COMERCIO DE EQUIPAMENTOS ELETRONICOS LTDA (REQUERIDO)
- Advogados
- IVO WAISBERG (OAB 146176/SP), BARBARA PESSOA RAMOS (OAB 296996/SP), GUILHERME PEREIRA ALVES (OAB 501537/SP), ANA FLÁVIA DE MATOS LIMA (OAB 384701/SP), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
TutAntAnt 1097/SP (2026/0421079-4)RELATOR:MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHAREQUERENTE:WASHINGTON UMBERTO CINEL - EM RECUPERACAO JUDICIALADVOGADOS:IVO WAISBERG - SP146176BARBARA PESSOA RAMOS - SP296996ANA FLÁVIA DE MATOS LIMA - SP384701GUILHERME PEREIRA ALVES - SP501537REQUERIDO:BRAKO COMERCIO DE EQUIPAMENTOS ELETRONICOS LTDAADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Trata-se de pedido de tutela antecipada, formulado por WASHINGTON UMBERTO CINEL (EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL) para atribuição de efeito suspensivo a recurso especial interposto contra acórdãos proferidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que mantiveram a rejeição de exceção de pré-executividade oposta em execução promovida por BRAKO COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS LTDA.
Sustenta o cabimento do pleito perante esta Corte, ao argumento de que o recurso especial já foi admitido na origem, tendo a decisão de admissibilidade reconhecido o prequestionamento da matéria federal e afastado a incidência de óbices processuais ao conhecimento do recurso.
Afirma que a controvérsia submetida ao STJ diz respeito à definição do juízo competente para controlar atos constritivos e expropriatórios incidentes sobre patrimônio de devedor em recuperação judicial, questão que permaneceria pendente de apreciação definitiva.
Aponta plausibilidade do direito invocado, afirmando que o Tribunal de origem deixou de enfrentar adequadamente a tese segundo a qual, ainda que o crédito executado seja considerado extraconcursal, compete ao juízo da recuperação judicial exercer o controle dos atos de constrição e expropriação sobre bens do recuperando. Argumenta que sua recuperação judicial teve processamento deferido em abril de 2026 e que seu patrimônio permanece sujeito à supervisão do juízo recuperacional. Defende que os acórdãos recorridos limitaram-se a reconhecer a não sujeição do crédito aos efeitos do processo recuperacional, sem examinar a questão autônoma relativa à competência para fiscalização das medidas executivas, à luz dos arts. 6º e 47 da Lei n. 11.101/2005.
