Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. VICTOR AUGUSTO SANTOS DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogados
- VICTOR AUGUSTO SANTOS DE OLIVEIRA (OAB 214454/MG), DIEGO DOS SANTOS ALVES SILVA (OAB 251993/MG)
HC 1133869/MG (2026/0421171-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:VICTOR AUGUSTO SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:VICTOR AUGUSTO SANTOS DE OLIVEIRA - MG214454DIEGO DOS SANTOS ALVES SILVA - MG251993IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:SABRINA DE SOUSA AMENOCORRÉU:VITOR AUGUSTO RODRIGUES MIRANDACORRÉU:LUCAS EDUARDO RODRIGUES DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de SABRINA DE SOUSA AMENO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.26.517390-6/000.
Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão em regime inicial semiaberto, pela prática dos delitos capitulados no art. 2º, caput e § 3º, da Lei n. 12.850/2013, e no art. 14, caput, da Lei n. 10.826/2003, em concurso material, sendo-lhe negado o direito de apelar em liberdade.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há incompatibilidade entre a fixação do regime inicial semiaberto na sentença condenatória e a manutenção da prisão preventiva, o que configuraria execução provisória de pena sem trânsito em julgado.
Alegam que a segregação processual da paciente, detentora de predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea e individualizada, valendo-se de razões genéricas voltadas a um grupo e sem correlação concreta com sua situação específica.
Aduzem que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, pois o risco de reiteração foi deduzido da natureza dos delitos de forma abstrata, sem base em dados individualizados da paciente.
Defendem que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no do CPP, como monitoração eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de dispositivos com internet e comparecimento periódico, as quais não foram devidamente analisadas.
