Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. MATHEUS SOUSA DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- MATHEUS SOUSA DE OLIVEIRA (OAB 237925/MG)
HC 1133947/MG (2026/0421502-6)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:MATHEUS SOUSA DE OLIVEIRAADVOGADO:MATHEUS SOUSA DE OLIVEIRA - MG237925IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:MARCO ANTONIO FERREIRA DE SOUSA LADEIAOUTRO NOME:MARCO ANTÔNIO FERREIRA DE SOUSA LADEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de MARCO ANTONIO FERREIRA DE SOUSA LADEIA (OUTRO NOME: MARCO ANTÔNIO FERREIRA DE SOUSA LADEIRA) contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS proferido na Apelação Criminal n. 1.0000.25.344278-4/001.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, pelo Juízo da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Almenara/MG, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico de drogas), à pena de 8 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 800 dias-multa.
Irresignada, a defesa interpôs apelação, suscitando, em suma, preliminarmente, violação de domicílio e, no mérito, a desclassificação da conduta para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006, além do redimensionamento da pena e o reconhecimento do tráfico privilegiado. A Terceira Câmara Criminal do TJMG rejeitou a preliminar e, no mérito, negou provimento ao recurso, nos termos do acórdão que foi assim ementado (fl. 85):
"APELAÇÃO CRIMINAL – TRÁFICO DE DROGAS – PRELIMINAR DE VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO – REJEIÇÃO – ENTRADA DOS MILITARES AUTORIZADA – DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO – INAPLICABILIDADE – DESTINAÇÃO MERCANTIL COMPROVADA – CONDENAÇÃO MANTIDA – DOSIMETRIA DA PENA READEQUAÇÃO DA PENA – IMPOSSIBILIDADE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA TRÁFICO PRIVILEGIADO INAPLICABILIDADE REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS – RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Tendo sido demonstrado, de maneira efetiva, que um dos moradores da residência autorizou a entrada dos militares sem ordem judicial, não há que se falar em nulidade das provas obtidas.
2. Demonstrada a destinação mercantil dos tóxicos e sua incompatibilidade com o uso pessoal, deve ser indeferido o pleito desclassificatório.
