Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1134026/SP (2026/0421726-1)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALINE DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de ALINE DA SILVA no qual aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Agravo em Execução n. 0012095-04.2026.8.26.0050).
Depreende-se dos autos que o Juízo de primeiro grau deferiu o pedido de indulto à paciente com base no Decreto n. 12.790/2025.
Interposto agravo em execução, o Tribunal a quo deu provimento ao recurso ministerial para cassar o benefício. Consignou, na oportunidade, que inexiste "qualquer demonstração de que o sentenciado tenha iniciado o cumprimento da pena restritiva de direitos até a data limite mencionada no referido decreto e, desse modo, manifesta é a ausência do cumprimento da fração mínima exigida pela norma reguladora aplicável" (e-STJ fl. 17).
Daí o presente habeas corpus, no qual a defesa sustenta que foram adimplidos os requisitos do decreto e que é irrelevante a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos para fins de indulto. Pondera que o art. 9º, inciso XV, do decreto não exige o cumprimento de fração mínima.
Afirma, ainda, ser desnecessária a reparação do dano, uma vez que a apenada é presumidamente hipossuficiente.
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da benesse com restabelecimento da decisão de primeiro grau.
É o relatório.
Decido.
Sobre o pedido de indulto com base no Decreto n. 12.790/2025, a Corte estadual compreendeu que não foram preenchidos os requisitos objetivos para a concessão do benefício.
O Tribunal estadual destacou (e-STJ fls. 14/15):
No caso em tela, a agravada foi condenada, pela prática de crime patrimonial, a pena privativa de liberdade, a qual foi substituída por pena restritiva de direitos (prestação de serviços à comunidade).
