Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRADO), 1. OMAR FELIX PAULINO (IMPETRANTE)
- Advogado
- OMAR FELIX PAULINO (OAB 16169/AL)
HC 1133952/AL (2026/0421879-0)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:OMAR FELIX PAULINOADVOGADO:OMAR FELIX PAULINO - AL016169IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:GERSON PEREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de GERSON PEREIRA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (Apelação n. 8000111-45.2024.8.02.0042).
Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 9 (nove) anos, 6 (seis) meses e 27 (vinte e sete) dias anos de reclusão, em regime inicial fechado, devido à prática do delito tipificado no art. 217-A do Código Penal (e-STJ fls. 20/24).
Interposta apelação, o Tribunal a quo negou provimento ao recurso nos termos do acórdão assim ementado (e-STJ fls. 371/372):
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. PALAVRA DA VÍTIMA. ESPECIAL RELEVÂNCIA PROBATÓRIA. LAUDO PERICIAL INCONCLUSIVO. IRRELEVÂNCIA. DOSIMETRIA. CULPABILDADE. VÍTIMA DE TENRA IDADE. CONTINUIDADE DELITIVA. REGIME FECHADO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Apelação criminal interposta contra sentença que condenou o réu pela prática do crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, caput, do Código Penal), à pena de 9 anos, 6 meses e 27 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. HÁ cinco questões em discussão: (i) definir se ocorreu a prescrição da pretensão punitiva; (ii) estabelecer se o conjunto probatório é suficiente para sustentar a condenação pelo crime de estupro de vulnerável; (iii) determinar se a exasperação da pena-base pela culpabilidade configura bis in idem; (iv) definir se estão presentes os requisitos da continuidade delitiva; e (v) estabelecer se é cabível a concessão de prisão domiciliar humanitária.
