Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (IMPETRADO), 1. RODRIGO MELO FERREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- RODRIGO MELO FERREIRA (OAB 141636/RS)
HC 1134045/RN (2026/0422047-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:RODRIGO MELO FERREIRAADVOGADO:RODRIGO MELO FERREIRA - RS141636IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEPACIENTE:BRUNO HENRIQUE CAVALHEIRO AIRESCORRÉU:ALINE HITTER MENEZESCORRÉU:AMARO LUIZ DA SILVA FILHOCORRÉU:BRUNO MOACIR BORGES ALVESCORRÉU:CARLOS DE SOUZA MOREIRACORRÉU:CLAUDEANNY MARTINS DA ROCHACORRÉU:CRISTIANO TOLEDO LOPESCORRÉU:DANIELA AIRES FRAGACORRÉU:FÁBIO XAVIER DA SILVACORRÉU:FRANCIELE DE OLIVEIRACORRÉU:GUILHERME PORTO NUNESCORRÉU:JEFERSON PORTO NUNESCORRÉU:JOSE WILLIAM NUNES DE FREITASCORRÉU:JULIO CESAR JARDIM DA SILVACORRÉU:KERVESON FELIPE RODRIGUES DA COSTACORRÉU:LEOKADIO NASCIMENTO DE SOUZACORRÉU:LUCAS LUCIO DE SOUZACORRÉU:LUIZ FERNANDO ADELINO DA SILVACORRÉU:ROSIVALDO OTAVIANO DE LIMACORRÉU:WENDEL FERREIRA DO NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de BRUNO HENRIQUE CAVALHEIRO AIRES, que teve a prisão preventiva decretada, sem notícias do cumprimento do mandado de prisão, no bojo de ação cautelar da Operação “Bate Lata”, sob imputação de supostamente integrar organização criminosa (Processo n. 0910943-80.2025.8.20.5001, da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas – comarca de Natal/RN).
O impetrante aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que, em 13/8/2026, denegou a ordem no HC n. 0816139-54.2026.8.20.0000 (fls. 12/18).
Alega ausência de contemporaneidade e individualização exigidas pelos arts. 312, § 2º, e 315, § 1º, do Código de Processo Penal, porque o acórdão teria reconhecido apenas a permanência abstrata da organização criminosa em 2025, sem indicar ato recente do paciente que justificasse a custódia.
Sustenta fundamentação genérica, por não demonstrar qual seria a extorsão, a lavagem de dinheiro, a arma e a posição hierárquica atribuídas ao paciente, tampouco por que sua liberdade representaria risco atual; desproporcionalidade da prisão diante da imputação formal limitada ao art. 2º da Lei n. 12.850/2013, sem crimes autônomos violentos e considerando primariedade e atuação descrita como apoio logístico.
