Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1047597/RJ (2025/0422276-9)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:M A DO A CPACIENTE:K P DE OINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de M A DO A C e K P DE O, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Apelação Criminal n. 0018590-46.2025.8.19.0001).
Consta nos autos que os pacientes foram representados pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 157, § 2º, II, do Código Penal, tendo o Juízo da Vara da Infância e Juventude aplicado a medida socioeducativa de semiliberdade para M A DO A C e de internação para K P DE O, sem atividades externas e pelo prazo inicial de 6 meses, sem prejuízo das medidas anteriormente impostas.
Em sede de apelação, o Tribunal de origem deu parcial provimento aos recursos defensivos apenas para corrigir erro material constatado no relatório da sentença, para excluir a menção à majorante do art. 157, §2º-A, I, do Código Penal, mantendo-se os demais termos da decisão.
No presente writ, a Defensoria Pública alega constrangimento ilegal consubstanciado na ausência de prova idônea da autoria violenta, ressaltando que nenhum dos pacientes foi localizado com bens das vítimas e que o único bem arrecadado estava em poder de adulto imputável.
Aponta a desistência da oitiva de vítima essencial pelo Ministério Público, o que teria implicado supressão probatória.
Assinala, ademais, a inexistência de relatório técnico interdisciplinar previsto no art. 186, § 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que compromete a escolha da medida.
Sustenta existir error in judicando, em virtude da menção indevida a arma de fogo no relatório da sentença, a qual teria repercutido na valoração da gravidade do ato infracional.
